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Brinquedos.

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Quando somos crianças, não temos regrinhas, somos mais livres, bonitos, amáveis e felizes. Acontece que, quando pequeninos, ainda não passamos por todas as fábricas de neuroses, estamos começando a aprender com os outros. As crianças não tem obrigações, enquanto vão crescendo – e deixando de ser criança – os adultos vão insinuando as obrigações. Obrigação de amar papai, mamãe, vovó, obrigação de ir bem na escola, obrigação de tomar banho, obrigação de acreditar que a mãe ama mesmo com todas as coisas discordantes que ela faz, obrigação de obrigação. É aos poucos. De pouco a pouco vamos assimilando.

A partir de todas as “construções”, nos “tornamos”. Na verdade, não precisamos ser construídos porque já somos desde que nascemos, depois precisamos apenas crescer de muitos modos. No entanto, a maioria dos adultos pensam que precisamos ser construídos. Aí a criança vive fazendo graça para o adulto achar graça, e ela se tornar digna de amor. E aí a criança faz algo “errado” e mesmo assim acham graça, ela continua até que um dia alguém brigue com ela pelo “errado”, ela não entende porque uma hora a aprovam e, em outra, a recriminam.

A criança é exatamente quem nós somos, acontece que nos perdemos dela. E não digo uma criança de 10 anos, não as considero criança porque já são cheias de vergonha, a vergonha é a apenas a gente a esconder nossa essência. Aqui falo da criança bem pequenina.

Uma das coisas que fazemos, quando criança, é brincar com brinquedos.

***

Qual seu brinquedo favorito?

Há muito tempo não posso ser considerada criança, sou uma mulher. Isso me lembra que um dia escreverei sobre ser mulher. Quando eu era criança, ganhava muitas bonecas. Uma de minha memórias é de um cesto cheio de bonecas.  Eu adoro boneca! Não escrevi errado, realmente adoro, não é adorava. Adoro bonecas! Obviamente agora não ganho bonecas, nem tenho muita verba para comprar. As que eu adoro mesmo são as Barbies. Quando eu era criança, minhas bonecas eram as que mais tinham roupas, eu sempre adorei costurar para elas. Era meu hobbie. Eu passava o dia a costurar e a pensar no modelo da roupinha. Depois que fiquei adolescente, dei todas as minhas bonecas e passei a fazer roupas para as bonecas da minha prima. Aí depois comprei outra, agora faço as roupas de novo. Eu gosto muito de bonecas, mas gosto mesmo é de costurar.

A gente não dá muito valor para nossas experiências da infância, mas elas são muito importantes. Não estou a julgar minhas ações, apenas a observá-las. Se eu tivesse dado mais atenção aos meus amores de infância, minha vida, talvez, seria muito diferente hoje. Não faria uma faculdade que não gosto e todas as coisas poderiam ser mais divertidas. As coisas são como são e é muito importante que reconheçamos isso.

Até mesmo o Osho diz que a vida deve ser exatamente como ela é. Ele fala de aceitar a vida exatamente como ela é.

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