#8

Sobre satisfação.

O que é satisfação?

Algo aconteceu de uma forma que foi capaz de te agradar.Você queria uma coisa, pensava sobre ela, imaginava composições. E o fim acontece. Você sorri. Quando penso em satisfação, associo com alguém sorrindo. E não apenas sorrindo por fora, mas também por dentro. Não é algo duradouro, mas é algo que é suficiente para nos fazer dançar e cantar – mesmo que internamente.

E te perguntam: “tá satisfeita agora?”.

Talvez sim, talvez não. Você queria tanto e aconteceu. No entanto, às vezes achamos que queremos muito uma coisa, mas aí ela acontece e percebemos que, na verdade, não era aquilo que queríamos mesmo, mesmo.

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#7

Brinquedos.

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Quando somos crianças, não temos regrinhas, somos mais livres, bonitos, amáveis e felizes. Acontece que, quando pequeninos, ainda não passamos por todas as fábricas de neuroses, estamos começando a aprender com os outros. As crianças não tem obrigações, enquanto vão crescendo – e deixando de ser criança – os adultos vão insinuando as obrigações. Obrigação de amar papai, mamãe, vovó, obrigação de ir bem na escola, obrigação de tomar banho, obrigação de acreditar que a mãe ama mesmo com todas as coisas discordantes que ela faz, obrigação de obrigação. É aos poucos. De pouco a pouco vamos assimilando.

A partir de todas as “construções”, nos “tornamos”. Na verdade, não precisamos ser construídos porque já somos desde que nascemos, depois precisamos apenas crescer de muitos modos. No entanto, a maioria dos adultos pensam que precisamos ser construídos. Aí a criança vive fazendo graça para o adulto achar graça, e ela se tornar digna de amor. E aí a criança faz algo “errado” e mesmo assim acham graça, ela continua até que um dia alguém brigue com ela pelo “errado”, ela não entende porque uma hora a aprovam e, em outra, a recriminam.

A criança é exatamente quem nós somos, acontece que nos perdemos dela. E não digo uma criança de 10 anos, não as considero criança porque já são cheias de vergonha, a vergonha é a apenas a gente a esconder nossa essência. Aqui falo da criança bem pequenina.

Uma das coisas que fazemos, quando criança, é brincar com brinquedos.

***

Qual seu brinquedo favorito?

Há muito tempo não posso ser considerada criança, sou uma mulher. Isso me lembra que um dia escreverei sobre ser mulher. Quando eu era criança, ganhava muitas bonecas. Uma de minha memórias é de um cesto cheio de bonecas.  Eu adoro boneca! Não escrevi errado, realmente adoro, não é adorava. Adoro bonecas! Obviamente agora não ganho bonecas, nem tenho muita verba para comprar. As que eu adoro mesmo são as Barbies. Quando eu era criança, minhas bonecas eram as que mais tinham roupas, eu sempre adorei costurar para elas. Era meu hobbie. Eu passava o dia a costurar e a pensar no modelo da roupinha. Depois que fiquei adolescente, dei todas as minhas bonecas e passei a fazer roupas para as bonecas da minha prima. Aí depois comprei outra, agora faço as roupas de novo. Eu gosto muito de bonecas, mas gosto mesmo é de costurar.

A gente não dá muito valor para nossas experiências da infância, mas elas são muito importantes. Não estou a julgar minhas ações, apenas a observá-las. Se eu tivesse dado mais atenção aos meus amores de infância, minha vida, talvez, seria muito diferente hoje. Não faria uma faculdade que não gosto e todas as coisas poderiam ser mais divertidas. As coisas são como são e é muito importante que reconheçamos isso.

Até mesmo o Osho diz que a vida deve ser exatamente como ela é. Ele fala de aceitar a vida exatamente como ela é.

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#6

O zodíaco é a roda dos animais.

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Meu signo é leão. É, o quinto signo do zodíaco. Signo de fogo e fixo.

No entanto, esse é meu sol, mas sou todos os outros signos em cada uma área da minha vida. Que sou muito leonina não há duvidas, pois adoro um palco. E sou muito canceriana, já que sou muito sensível e magoada, já que leão é mais firme. Sou inconstante, adoro o calor do momento, o que mostra meu lado arietino. Gosto de ler sobre tudo, gêmeos. Pareço bem séria, o que deixa claro meu ascendente em capricórnio.

Enfim, não sei muito sobre astrologia, mas acredito nela. Bem, um pouco. Quando olho meu mapa, parece que sou uma pessoa com uma vida bem bacana, mas na realidade é diferente e poderia jurar que meu mapa tá errado porque não sou muiiito parecida com ele. É divertido estudar astrologia, aprendi que somos a mistura de todos os signos do zodíaco. Se bem que conheci um menino que tem sol, ascendente e lua em touro! Que loucura. Tudo isso em touro, é uma graça, mas prefiro manter distância saudável.

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#5

Sobre comida e conforto.

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Cada um tem uma relação diferente com cada aspecto da vida, cada um desses detalhes. Tem a forma como nos relacionamos com as pessoas, com a natureza, com os animais, com nossos pais, amigos, vizinhos, álcool, cigarro, comida, entre todas as coisas que há.

Aprendi recentemente que não devemos classificar comida como boa ou ruim, não é saudável classificar algum alimento como gordo, pois toda a gente o come, e não só gordos. Ou dizer que um brigadeiro é ruim e fará mal, é uma falsa ideia. Na verdade, as comidas que comemos constroem nossa saúde, mas é o conjunto delas. Um dia ou uma vez que se come um doce não quer dizer que a pessoa mudará drasticamente o seu corpo, depende de um conjunto de ações.

Não importa qual seja a comida que traz conforto, não tem problema porque ela não é inimiga, se alguma coisa fosse inimiga seria nosso apego. O apego pelas coisas faz com que exageremos e, aí sim, começamos a modificar nossa estrutura.

A comida que mais adoro é bolo. Bolo. Bolo. Eu adoro fazer bolo. Adoro comer bolo. Adoro meu bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Adoro bolo de limão. É muito divertido testar novas receitas e criar novas receitas.É muito bom ver os outros comendo as coisas que cozinho, eu me sinto ótima. Gosto de dar as coisas que faço, corto vários pedaços e levo para onde vou, se eu for para algum lugar.

Outra comida que eu amo é macarrão. É legal porque o molho pode ser sempre diferente e ele tende a ficar muito bom. O macarrão é só cozinhar, então preciso apenas inventar um molho. É algo divertido porque adoro usar legumes em receitas. É muito saboroso o molho de berinjela, o de abóbora e o de tomate, claro. No entanto, só cozinho macarrão quando estou me sentindo muito bem. Se eu tiver triste, faço bolo.

# 4

Religião.

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Aprendi muito sobre religião. Muitas pessoas dizendo muitas coisas que considerei verdades e mentiras. Em uns acreditei, de outros duvidei. No entanto, o que sou apesar dos pesares? Somos formados por tantos outros, e há as usinas das neuroses. Família, escola, universidade, o outro. É difícil falar da própria opinião se considerarmos que tudo o que sabemos nos foi mostrado por outros que tinham suas opiniões formadas por outros, infinitamente até Heráclito e Parmênides. Não, até o início dos tempos mesmo.

Tenho algum conhecimento “próprio” porque já vivi um pouco e pude experimentar umas coisas. Geralmente, quando nos metemos numa religião, ela nos molda. Isso é tudo, pois acredito que não existimos para encaixar em um molde. A pessoa tem o pensamento, o qual sempre é livre, pois ele sempre existe por mais que sejamos oprimidos. Pode haver controvérsias quanto a isso, mas, tirando por minha mente – e só a minha, pois as minhas crenças são só minhas, já que só eu vivo em mim obrigatoriamente, sem chances de mudança para outra locação – estamos sempre pensando.

Posso ser uma falsa falando mal de você na minha mente, enquanto converso amigavelmente com você. Possivelmente, antes disso acontecer, eu já teria te deixado. Isso se aplica a tudo, você me diz uma coisa e eu não concordo, eu posso ficar quieta só para não ter que discutir sobre isso.

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A religião tem suas verdades e seus seguidores devem segui-las. Isso me incomoda porque com algumas coisas posso concordar, mas duvido que concorde com tudo. Estou aqui para fazer de tudo, e não praticar uma verdade que não descobri por mim mesma. Há coisas que descobri experimentando, mas antes tive que me dar a chance de experimentar. Há coisas que sei apenas porque me disseram, essas coisas são as quais estou disposta a enfrentar para provar a veracidade. Muitos dirão que é perigoso, mas será que é mesmo? Ou é 1 em 100? Ou 1 em 10? Ou 1 em 3? Como poderemos saber se algo faz bem se não experimentamos?

Tem uma única coisa que aprendi e considero como verdade, só dela não abro mão por enquanto. É que somos únicos. Cada um é de um jeito, cada um pode descobrir suas verdades. Não tem que ser, pode ser, mas não tem que nada.

Não julgo religiosos. Apenas entendo que eu não quero ser uma deles porque quero provar por mim mesma. Penso que religião é um conjunto de verdades estabelecidas por umas pessoas, é como um governo. E é, não tem nada de errado com isso, apenas não acredito que precisamos de tantos e tantos governos na vida, um ou dois já é mais que suficiente.

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#3

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Pet peeves.

Depende muito do dia, as coisas que poderão me irritar. Há dias em que acho graça em tudo, tudo. Qualquer coisa se torna engraçada, até coisas ofensivas, pois há dias em que estou muito de boa, suave e cheia de paz. Em outros dias, qualquer coisa me irrita, até coisas super normais que em dias normais nem seriam notadas. E há os dias normais, que não sei definir. O que é normal? Estou mudando meu comportamento tanto que em um só dia passo por muitas oposições. Pensei em escrever sobre o geral, mas não há. De vez em quando tudo me irrita, de vez em quando tudo é aceitável, pois adoro analisar coisas.

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Sobre as coisas bobas que me irritam:

1 – Barulho. É, pois é. Esses barulhos que são humanos, inerentes ao ser humano, mas que causam uma irritação meio louca em mim. Fico irritada e desconfortável. Arrotos, gritaria e estalos. Tem vezes que tento me controlar e digo que preciso ser mais tolerante, tem vezes que fico com muita raiva.

2 – Personalidade forte. Isso não é coisa pequena, muito pelo contrário. No entanto, uma das coisas que mais faço é me lembrar que quero ser tolerante, com isso mudo a perspectiva e vejo como algo divertido e cheio de porquês por trás. A personalidade mandona me irrita porque eu sou uma delas, então alguém mandar em mim é muito irritante. Sou eu que tomo decisões, aí ter outra pessoa fazendo isso é muito irritante. Como sempre, nem sempre é assim, pois há muitíssimos dias em que quero muito descançar e apenas ser levada pelo fluxo.

3 – Bagunça. Meu quarto não é exemplo de limpeza e organização, mas, quando ele não está organizado e limpo, eu fico irritada. É muito interessante porque apenas um ambiente arrumadinho já me deixa muito de boa, se arrumei meu quarto, quase certo que estarei muito feliz, se está uma bagunça, como quando estou com preguiça, é quase certo que estarei com raiva sem motivo (na verdade, o motivo é a desorganização). E isso é verdade para qualquer situação, fico irritada com gente bagunçando ou estando em casas bagunçadas. É muito irritante lugares bagunçados.

4 – Descaso. Isso não é algo pequeno, devo pensar em outra coisa.

4.1 – Cheiro de fritura. Não sei se é certo escrever cheiro, também não é fedor porque eu como fritura. O irritante é sentir esse cheiro, eu fico com raiva quando alguém frita algo. Adoro comer coisa assada porque eu posso fazer, também como coisas fritas, mas sempre feitas pelos outros. É confuso de entender, o caso é que odeio cheiro de coisa fritando, não é a fritura, mas o ato de fritar.

5 – Que as coisas não aconteçam como quero. Isso é a coisa mais sem noção do mundo porque estamos sujeitos a essa situação desde pequeninos. Esses dias li uma frase que dizia que “haverá um tempo em que as coisas não serão como queremos, mas como elas são”. Quando li, senti raiva da frase. Coisa boba ficar com raiva de uma frase! Minha mente guardou aquilo e ficou maquinando sobre. Logo eu que pensava que não era controladora! Vivendo e aprendendo.

atencao

#2

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Sobre o futuro.

Uma década. A uma década posso estar na “idade do sucesso”. Isso se…

Se eu sobreviver por mais dez anos, provavelmente a natureza me considera um sucesso porque nunca fico doente. Bem, são duas décadas sem doenças graves. No entanto, ao escrever isto, lembro que talvez não seja tanto sucesso:

1 – Muitas vezes tive dores de cabeça, em muitas delas me automediquei.

2 – Em uns meses da minha vida tive uma doença tensa, simplesmente não podia respirar, quer dizer, tinha muitíssima dificuldade para tal, fiquei uma semana ou uma e meia dessa forma, depois fui ao médico e me mediquei.

3 – Tomo remédios contra vermes.

4 – Sou sustentada por outros humanos, alguém compra minha comida, o que é fundamental para viver.

De certo, há muitos outros fatos, mas apenas os quatro já são suficientes para eu pensar melhor sobre ser um sucesso para a natureza. Não estou falando sobre ser sucesso para a sociedade, isso posso ponderar. Para a sociedade acredito que seria pior, para a natureza penso que sou um sucesso porque sou muito saudável e inteligente porque faço muitas coisas.

Enfim, a pergunta é: “onde quero estar em 10 anos?”.

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Gostaria de estar feliz, muito feliz. Ultimamente tenho pensado que seria divertido ter uma criança, mas a adotaria. Usaria minha força de trabalho em algo que me estimula a mente. Um emprego que amo, a criação do entendimento de que eu escolho como me sentir, tenho o conhecimento, mas não a prática. Ter sido pega pela meditação, o Osho disse que você pode ter dificuldades para cair nos braços da meditação, mas quando ela te pega não tem mais volta, quero chegar onde não tem mais volta. Quero estar separada, pois antes me casarei com ele, no entanto, é óbvio que não o suportarei por muitos anos. Ser bem sucedida nos meus impulsos de mudanças, mudo muito e quero não me odiar por isso. Aprender sobre mim e ser minha própria melhor amiga. Por fim, morando em outro país de novo.

Apesar de parecer, não é nada fácil dizer onde quero estar em dez anos. Hoje escrevo uma coisa, logo, logo é provável que já não o deseje mais. A energia de Áries faz a gente querer mudar o tempo todo porque está relacionada com o calor do momento. Não tenho sol em Áries, mas tenho muito de mim influenciado por essa energia.

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